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Cãozinho surdo devolvido por família é adotado por rapaz surdo

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Conheça o cãozinho surdo Jögan, devolvido por ser surdo, que acabou sendo adotado por João Gabriel, um rapaz também surdo.

O cãozinho Jögan, de 11 meses que foi devolvido por uma família a ONG Bem-Estar Animal (Dibea), de Florianópolis, após descobrirem que ele era surdo. Mas, felizmente, essa história teve um final feliz: Jögan encontrou um novo lar, graças a um estudante com a mesma necessidade especial que o animal. 

Seu novo dono é João Gabriel Duarte Ferreira, doutorando em estudos da tradução na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele mora com três pessoas, sendo dois surdos, e o terceiro, filho de pais surdos (CODA). O grupo já tinha uma cadela, mas o estudante queria um cachorro com surdez, assim como os habitantes da casa.

Adoção

O estudante entrou em contato com a diretoria da ONG assim que um amigo falou sobre Jögan, após ter visto o doguinho nas redes sociais. João Gabriel passou por um processo de avaliação de três dias e agora o cachorrinho foi adotado está com a nova família desde quinta-feira (9 de janeiro).

“Estamos felizes com ele. E temos muita empatia nele, por causa da identidade surda. Ele está feliz, porque temos nossas estratégias de adaptação para casa. Para nós, surdos, com os nossos costumes. Como apagar e ligar luz toda vez pra chamar o Jögan como fazemos conosco”, contou João.

A Gabi, a cadela que já era residente, recebeu o novo amiguinho com facilidade. “Já sabe sabe alguns sinais de Libras [Língua Brasileira de Sinais] e desde quinta aprendeu os sinais de passear, pedir pra sair, esperar”, relatou o estudante.

Além de um novo lar, o cãozinho recebeu ainda um novo nome. Até então ele se chamava Pirata. “Alguns dias antes de saber da adoção, eu estava lendo sobre Jögan, um tipo de olho. É de anime japonês. Aí apareceu o cachorro com esse olho igualzinho”, explicou João.

Segundo o Dibea, dos 150 animais recolhidos, 90% são adultos e 40% em situação especial, ou seja, são animais idosos ou com alguma deficiência. Há cegos e vários sem perna, e geralmente as pessoas evitam cães e gatos com essas características. E, assim como os cãozinhos “saudáveis”, os especiais só querem dar carinho para uma família!

Fonte: Hypeness

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