Professores pedem mais acesso de surdos à educação bilíngue

Redação Uníntese

De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família. Contudo, na prática nós sabemos que isso nem sempre acontece. Um exemplo disso é a educação bilíngue voltada para surdos que ainda não é uma realidade para todos. Por isso, professores pedem mais acesso de surdos à educação bilíngue durante a subcomissão temporária de assuntos sociais das pessoas com deficiência.

Durante a subcomissão neste dia 9 de novembro, professores, especialistas, alunos e representantes do Ministério da Educação (MEC) defenderam o acesso de surdos à Eles educação bilíngue.

Acesso de surdos à educação bilíngue é direito por Lei

Você sabia? De acordo com a Lei 14.191, de 2021, a educação bilíngue é a modalidade de educação oferecida na Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua. Além disso, o português escrito deve ser oferecido como segunda língua, em escolas e classes bilíngues, escolas comuns ou polos de educação bilíngue. Ademais, esta modalidade visa atender surdos, surdo-cegos e pessoas com deficiência auditiva sinalizantes.

Para a professora Patrícia Rezende, do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), também surda, a educação bilíngue ainda está engatinhando. Sua fala teve tradução oralizada simultânea, durante a subcomissão.

Faltam intérpretes de Libras no país

Em segundo lugar, para a professora Patrícia, a simples inclusão de estudantes surdos em classes comuns, está longe de apresentar os mesmos resultados da educação bilíngue. Isso porque, um número expressivo desses estudantes não conta com qualquer recurso multifuncional.

Além disso, outro problema grave é que a porcentagem de intérpretes com formação específica em Libras ainda é muito pequena. Ou seja, faltam intérpretes de Libras qualificados no Brasil. Assim, uma das consequências é que um grande número de estudantes ainda conta apenas com recursos de transcrição ou labiais para que possam acompanhar as aulas.

Por fim, outro déficit sério se dá nas vídeo-aulas, com participação muito insuficiente de intérpretes em Libras.

Como consequência, há uma grande evasão de estudantes na educação de jovens e adultos (EJA), além do atraso em todos os níveis, da educação básica à superior, entre alunos surdos.

A reunião também contou também com a participação do aluno Marlon Alves, da Escola Bilíngue de Taguatinga (DF). Segundo ele, sua formação avançou muito desde que trocou a educação inclusiva pela bilíngue.

Presidida pelo senador Flavio Arns (Podemos-PR), os depoimentos de Marlon e de Patrícia deixaram clara a necessidade de ampliar o acesso de surdos à educação bilíngue no Brasil.

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